segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Trens no subsolo, uma forma de integrar bairros do subúrbio

Na semana passada, li uma reportagem no jornal Extra que muito me interessou! O que seria??? Sobre meu amado subúrbio... é lógico!!! O prefeito eleito já tem em mãos um projeto que servirá de base para a construção de mergulhões, pelos quais passariam trens em bairros como Méier e Madureira.

O objetivo seria integrar os bairros, uma vez que a linha férrea que tanto trouxe progresso para o nosso país e foi fator gerador desta região, acabou criando ao longo dos anos, ao se murar a linha, um limite, uma seção que acabou atingindo a dinâmica dos bairros que foram surgindo ao longo da estrada de ferro.

O projeto, feito pelo arquiteto Paulo Casé que prevê a construção, nas superfícies dos mergulhões, de quadras, entradas e saídas de estações, praças, quiosques, estacionamentos e bares.

No Méier, o mergulhão teria 400 metros de extensão e ficaria no trecho entre as ruas Arquias Cordeiro e Vinte e Quatro de Maio. Na superfície, seria construído um terminal intermodal de transporte (trem, ônibus, vans e táxis). Seriam feitas ainda ligações entre as ruas Dias da Cruz e Lucídio Lago e Pache de Faria e Carolina Méier.

O mergulhão de Madureira teria 368 metros de extensão. Ficaria na área em que o Viaduto Negrão de Lima cobre a linha férrea - entre as ruas Mendes de Aguiar e Padre Manso. Na superfície, haveria um teto de vidro e cinco ruas cortando o que hoje é a linha do trem.


- “A idéia é unificar os bairros” - disse Casé.


A proposta de integrar os bairros é vista com bons olhos por quem mora na região. Além de possibilitar a criação de áreas de lazer, o que é uma carência na região do subúrbio. Os mergulhões proporcionariam uma valorização do bairro, uma vez que estas áreas poderiam ser utilizadas como elementos de lazer e integração de áreas diferenciadas, mas que fazem parte de um mesmo bairro.

Arquiteto Paulo Casé

Paulo Casé faz parte de uma geração de profissionais que passou os anos de faculdade debatendo arquitetura e lendo tudo o que lhe chegava às mãos sobre modernismo. Era o final dos anos 1950 e na tradicional Escola Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro, ainda reinava o ecletismo, enquanto o moderno não chegava às salas de aulas - “por desinteresse, acomodação ou conservadorismo”, diz o arquiteto.

Como a maioria dos colegas, o modernista, racional e formal Casé tinha em Lucio Costa, Sérgio Bernardes e Oscar Niemeyer seus gurus nacionais, mas era a arquitetura de Frank Lloyd Wright que fazia realmente sua cabeça.

Sua atividade profissional, intensa, tem se voltado, nos últimos anos, para o urbanismo e a arquitetura que ele chama “de intenções”, de projetos simples, mas que oferecem opções de lazer e esportes aos bairros carentes do Rio de Janeiro.

2 comentários:

Karolynne Duarte disse...

Olá, Gledson!
É sempre bom trocar informações pertinentes ao subúrbio carioca!
Quanto à enquente, eu não me esqueci de Mal. Hermes. O espaço do post é pequeno... e se por acaso vc for de marechal, basta apenas participar e acrescentar mais este bairro, que lógico, é tão importante quanto os outros que compõem o subúrbio carioca!
um abraço

Gledson Vinícius disse...

Ahhhh, eu deveria ter me dado conta dessas limitações... de qualquer modo grato. foi vc quem colocou menságem no visão suburbana?

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